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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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terça-feira, 6 de março de 2012
Sinopse:
A Passagem é o primeiro livro de uma grandiosa epopeia pós-apocalíptica. Uma experiência científica a que o exército dos Estados Unidos submete vários homens e uma menina, para os tornar invencíveis, resulta numa catástrofe cujos efeitos têm consequências inimagináveis. Os homens submetidos àquela experiência tornam-se detentores de extraordinários poderes, mas são monstros assassinos sedentos de sangue. Neste primeiro volume do livro acompanhamos a sangrenta destruição que se segue à invasão dos mutantes, bem como a penosa reorganização dos sobreviventes em pequenas comunidades precárias, onde a gestão dos escassos recursos é uma prioridade. Neste cenário de devastação instala-se uma dinâmica que vai modificando as personagens e as relações que se estabelecem entre elas.


Tudo começou com a ambição, com uma criança abandonada e com o desejo de viver de homens condenados a morte. Depois veio o caus, a junção de fragmentos pouco coesos com réstias de humanidade e a luta, incessante, pela sobrevivência na busca por respostas perdidas desde o começo.

A Passagem, volume I conduz-nos através do princípio do fim da civilização como a conhecemos. Com um extensíssimo leque de personagens, algumas destas permanentes, e intricadamente interligadas o leitor é levado ao limite da condição humana redescobrindo o amor, a coragem e a esperança por motivos muito díspares mas com um único objectivo, perdurar tando quanto possível.
Justin Cornin é para mim uma estreia que se revelou surpreendente devido a sua escrita complexa e pormenorizada pois, embora nos apresente um emaranhado muito diverso de cenários, com avanços e recuos temporais, é com elevada satisfação e expectativa que o leitor vai recolhendo peças e construindo o seu intricado puzzle futurista.

Pessoalmente, é bastante complicado expor os contornos desta narrativa revelando-vos apenas uma pequena parte do que poderão encontrar, devido à sua complexidade, no entanto é evidente que esta é uma história que irá agradar aos amantes de ficção científica e fantástico, bem como aos curiosos de ambos os géneros literários.

As suas personagens são tremendamente distintas e permitem-nos reconhecer os mais variados tipos de personalidades e histórias de vida. Desde homens condenados à morte, cientistas ambiciosos, forças especiais militares, ao simples vizinho do lado divorciado, a mulher que vende o próprio corpo ou uma freira que esqueceu o passado, todos eles contribuem de uma forma ou de outra para unificar uma única meta, o enigmático fim da evolução e progresso da raça humana que, curiosamente, contradiz o objectivo inicial da história, a criação de um vírus que levariam à invencibilidade.
No entanto, se de retalhos conexos se vai construindo a trama, a verdade é que com o decorrer do tempo vários são os intervenientes que nos vão marcando, antes e depois de o mal deflagrar, e um nome, um único nome ficará marcado na memória dos leitores transmitindo temor e esperança, incógnita e amor, Amy.

Algo que marca de forma muito peculiar a leitura é o facto de se encontrar dividida em dois momentos temporais muito distintos, a origem e propagação do vírus na actualidade, e os efeitos e alterações provocados na sociedade, ou que resta dela, noventa anos depois.
Se a primeira parte do livro é extremamente importante pois oferece-nos a possibilidade de conhecer, reconhecer e criar efeito de proximidade para com leitor, é na segunda parte, biliões de vidas depois, com dezenas anos passados que nos é aberta a porta para um novo mundo fascinante.
O ritmo de leitura é cadenciado e sôfrego em ambos os momentos, pois se no início cada pista é sofrida e dirigida para um fim que sabemos certo, no futuro é o desejo e o medo destes novos humanos que nos contagia.

Os cenários encontram-se magnificamente descritos pelo que não existe qualquer dificuldade em sentirmo-nos colocados no centro da acção enquanto nos maravilhamos com belas paisagens e momentos tensos de horror.
A escrita de Justin Cronin prima pela simplicidade, arcando a sua imaginação com a maioria dos louros. De qualquer forma, a exposição do texto, a sua divisão capitular e a maneira como somos conduzidos por caminhos tão controversos e distintos sem que nos sintamos confusos tem um mérito elevado e no fim, embora para muitos leitores o final da nossa Era não seja uma novidade, o desejo de continuar a acompanhar a história é imenso.

A leitura do A Passagem, volume II é obrigatória, algo que já estou a fazer, porque a acção continua exactamente depois da última página do primeiro livro, no entanto posso dizer-vos desde já que este segundo livro se encontra ainda melhor que primeiro. Será um muito desejado regresso ao pesadelo.
Uma excelente aposta Editorial Presença, sem dúvida o melhor que já li dentro do género, que aconselho sem restrições a todos aqueles anseiam experimentar este lado tremendamente humano que se liga à ficção.

Título: A Passagem, Volume I
Autor: Justin Cornin
Género: Ficção Científica, Fantástico
Editora: Editorias Presença

2 comentários :

Rita disse...

Olá Elphaba. :)

Tenho mesmo muita curiosidade de ler este livro. Embora as avaliações relativamente ao mesmo se dividam um pouco, opiniões entusiásticas como a tua deixam-me vontade de experimentar. :D

Tenho uma tag para ti no meu blogue: http://magia-livros.blogspot.pt/2012/03/tag-11-perguntas.html.
E atribui-te um selinho também (http://magia-livros.blogspot.pt/2012/03/premio-dardos.html) :)

Beijinhos e boas leituras*

Elphaba J. disse...

Olá Rita :)

Tens mesmo de ler, eu gostei... O único ponto menos a favor, na minha opinião, é o facto de o autor ainda não ter escrito o resto da história o que nos obriga a uma espera sem previsão de fim :P

Rita eu não uso tags nem selos no blogue mas agradeço, MUITO, teres te lembrado de mim.

Beijinhos.

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