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Adoradora de literatura em geral.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tem cuidado com o que desejas pois pode tornar-se realidade…
Sinopse:
“Quando, nos longos meses de Inverno, um rapaz chamado Harvey se sente a morrer de tédio, eis que surge um homem que o conduz para uma estranha e fascinante casa onde em cada dia passam as quatro estações do ano e não há regras, apenas divertimento e milagres. A casa de férias do Senhor Hood existe há mais de 1000 anos, oferecendo as boas-vindas a todas as crianças e satisfazendo todos os seus desejos. Mas quando Harvey encontra um lago povoado por criaturas que eram, outrora, crianças como ele, descobre que há um preço a pagar pela sua estadia na casa, e o que era um sonho tornado realidade, cedo se transforma num pesadelo…”

Uma história recheada de inocência pueril com a capacidade de levar adultos a viajar na ambiguidade das mais doces recordações e pesadelos inimagináveis.
Existem livros que são especiais, pela forma como narram a história ou pelas suas personagens, O Ladrão de Eternidade, sem dúvida, que conquistará muitos leitores pela sua narrativa que nos embala e enlaça num universo de sonhos e magia, mas que no entanto, desde a primeira página, nos dá a certeza que nos encontramos perante a ilusão de felicidade.
Esta foi a minha primeira leitura de Clive Barker, não sendo no entanto a primeira vez que ouvi falar deste autor, mestre na arte de narrar as fantasias mais sombrias levando-vos, neste seu livro, a percorrer os caminhos mais perversos devidos aos desejos mais ingénuos.

Com uma excelente introdução de David Soares é fácil prever, sentir, que todo o cenário de alusão ao maravilhoso que compõe esta obra apenas serve de premonição para a angústia que mais tarde o leitor é levado a sentir.
Começamos a nossa história algures em Fevereiro através dos olhos de uma criança, Harvey, que apenas desejava poder divertir-se, desejava que o tempo invernoso e desagradável que teimava em manter-se se fosse embora depressa pois ele sabe, ele tinha a certeza com todas as certezas que os seus dez anos lhe davam, que se não se divertir-se um pouco iria morrer…
Quem nunca o desejou?

Esta é raiz de uma magnífica narrativa, que encantará um público muito diversificado, sobre o poder de desejar de uma criança, altura em que todos os sonhos são possíveis de realizar e onde o infinito está a uma brincadeira de ser alcançado.
Harvey desejou divertir-se e o seu desejo-lhe foi-lhe concedido levando o leitor para um universo mágico, paralelo, tão perto e tão longe da mamã do nosso protagonista onde este pôde brincar dia após dia, noite após noite sem regras e com tudo ao alcance de um desejo.

Tendo a casa do Senhor Hood, uma casa de desejos e divertimentos infindáveis, como pano de fundo são abertas as portas para cenários e descrições sedutoras onde escoa perante o leitor a delícia de doces sem fim, a maravilha das estações do ano e todas as brincadeiras que sempre desejamos realizar, bem como, uma luz de presença, o aterrador sentimento, de que tudo é demasiado perfeito e não poderá haver tamanha beleza sem um reverso.

Fundamentais, as personagens secundárias desta história, são o primeiro fio condutor para a obscuridade escondida em torno do domínio do maravilhoso e esta obra está recheada de muitas tipicamente enquadradas no género, temos vilões mágicos mas nem sempre dotados de grande inteligência, o melhor” amigo perturbador, uma velhinha que aquece o coração e ainda a amiga repleta de doçura perdida que transborda tristeza num local onde o sorriso deveria ser obrigatório, intervenientes que fazem, sem dúvida, toda a diferença e alinhavam esta história quase perfeita do “Era uma vez…” para gente grande.


As emoções transmitidas ao leitor são ambíguas, seja a luz permanente que é rodeada de sombras, ou a alegria extrema que prevê uma conclusão aterradora, tudo isto contribui de forma magnífica para prender o leitor numa terra de sonhos perdidos e onde a passagem do tempo é perfeita e inegavelmente fascinante.

Uma história realmente mágica que só está completa devido à escrita de Clive Barker, com uma lírica suave que pretende criar um paradigma com as histórias de encantar de todos nós. A fluidez do texto faz com que se conclua a leitura em poucas horas mas tenho a certeza que vos deixará a reflectir por muitas mais.

Um livro que só poderia pertencer à Colecção BANG, com a assinatura do Grupo Saída de Emergência, sempre preocupados em inovar e trazer o que de melhor se publica no género fantástico que mais uma vez surpreende pela positiva.  

Título: O Ladrão de Eternidade
Autor: Clive Barker
Género: Fantasia
Editora: Saída de Emergência

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